Religião Egípcia

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Trecho do Livro dos Mortos com a representação de Anúbis (cabeça de chacal), o deus dos mortos
Trecho do Livro dos Mortos com a representação de Anúbis (cabeça de chacal), o deus dos mortos

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Por Daniel Neves Silva

A antiga religião egípcia consistia nas crenças e nas práticas que eram realizadas pelos egípcios no Egito Antigo. A crença religiosa dos egípcios era de extrema relevância e influenciava consideravelmente a vida das pessoas. Por serem politeístas, os antigos egípcios acreditavam em vários deuses.

Duas características muito importantes da religiosidade dos egípcios eram os conceitos maat e heka. O primeiro conceito definia a importância de viver uma vida correta, de forma a manter a existência harmônica no universo. O conceito de Heka estava relacionado à mágica e afirmava a importância dela tanto na criação do universo quanto na manifestação do poder dos deuses.

Os deuses do panteão egípcio eram representados de três diferentes maneiras:

  • Antropomórfica: forma humana.

  • Zoomórfica: forma animal.

  • Antropozoomórfica: forma humana e animal ao mesmo tempo.

Entre os principais deuses egípcios, podem ser destacados Hórus, (deus sol), Ísis (deusa da fertilidade), Anúbis (deus dos mortos), Maat (deusa da justiça) e Bastet (deusa dos gatos e da fertilidade). Cada deus exercia uma função diferente, bem como possuía sacerdotes específicos responsáveis por sua adoração.

Os sacerdotes no Egito Antigo poderiam ser tanto homens quanto mulheres. Em geral, as sacerdotisas prestavam culto a uma deusa, e os sacerdotes a um deus, no entanto, isso não era uma regra obrigatória. Os sacerdotes do Egito enfrentavam um longo processo de capacitação e podiam constituir famílias como qualquer outra pessoa.

Esses religiosos eram responsáveis pela adoração dos deuses e pela manutenção do templo, assim como pela realização dos festivais religiosos. Os sacerdotes também cumpriam um papel com a comunidade local, realizando funerais, casamentos e fazendo o papel de curandeiros. A adoração aos deuses nos templos era restrita a eles.

A crença na vida após a morte e a mumificação

Um elemento central na religião dos egípcios era a crença na continuidade da vida após a morte. Os egípcios acreditavam que a vida terrena era apenas uma etapa de uma jornada que continuaria e que, por isso, seria necessário levá-la da maneira mais justa possível. Os atos realizados em vida, inclusive, eram extremamente importantes, pois definiriam o destino de cada pessoa.

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De acordo com essa religião, cada pessoa que morria teria suas ações julgadas em um tribunal presidido por Osíris, um dos principais deuses egípcios. A crença egípcia afirmava que o coração seria pesado em uma balança com uma pena, e o resultado definiria o acesso ao paraíso.

Esse era um ato simbólico, uma vez que o coração representava as ações em vida de cada pessoa, e a pena representava a justiça e era o símbolo da deusa Maat. Caso o coração fosse mais leve que a pena, a pessoa teria acesso ao paraíso. Caso contrário, a alma dessa pessoa seria devorada por uma entidade monstruosa.

A crença na vida após a morte também explicava a preocupação dos egípcios com a conservação dos corpos, uma vez que a continuidade da vida estava condicionada a sua preservação na terra. Desse ponto de vista, era necessário que os corpos fossem cuidados, por isso os egípcios mumificavam seus mortos.

A mumificação era realizada em um longo processo que se estendia por aproximadamente 70 dias. O processo mais conhecido era restrito apenas à nobreza egípcia, a única que tinha condições financeiras de pagar por ele. Durante a mumificação, primeiramente, os órgãos eram retirados, e o corpo era limpo e banhado com óleos e resinas especiais para, em seguida, ser enfaixado. No túmulo, eram colocados alimentos e uma série de objetos, como joias e estátuas.





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