A queda de Constantinopla

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Constantinopla

Constantinopla era uma das cidades mais importantes do mundo, ela funcionava como uma parte para as rotas comerciais que ligavam a Ásia a Europa por terra. Além de ser o principal porto nas rotas que vinham e iam entre o Mar mediterrâneo e o Mar Negro. O cisma entre as Igrejas Ortodoxa e Católica manteve Constantinopla distante das nações ocidentais. A ameaça turca fez com que o Imperador João VIII Paleólogo, promovesse um concílio em Ferrara, na Itália, onde as diferenças entre as duas igrejas foram resolvidas rapidamente.

Constantino XI e Maomé II

Com a morte de seu pai João VIII, Constantino assume o trono no ano seguinte. Ele era uma pessoa popular, tendo lutado na resistência bizantina no Peloponeso frente ao exercito otomano, no entanto ele seguia a linha de pensamentos de seu pai na conciliação das duas igrejas, o que gerava desconfiança não só ao Sultão Mura II (que via tal acordo como uma ameaça de intervenção das potencias ocidentais na resistência à expansão na Europa), mas como também ao clero bizantino.

Já no ano de 1451, Murad II morre, e seu jovem filho maomé II faz sua sucessão, já a princípio ele faz a promessa de não violar o território bizantino. O que fez aumentar ainda mais a confiança de Constantino, ele se sente tão seguro que no mesmo ano decidiu exigir o pagamento de uma anuidade para a manutenção de um prícipe otomano, que era mantido como refém,, em Constantinopla. Ultrajado com a exigência, Maomé II ordenou os preparativos para fazer um cerco total à capital binzantina.

Ataque turco

No dia 6 de abril de 1453 começa oficialmente o cerco a cidade bizantina, assim quando o grande canhão disparou o primeiro tiro em direção ao vale do Rio Lico. Até então a muralha era imbatível, em menos de uma semana começou a ceder, tendo em vista que ela não foi construída para suportat ataques com canhões. O ataque otomano restrigiu-se apenas um frente, o que colaborou prara com que o tempo e a mão-de-obra dos bizantinos fossem suficientes para suportarem o cerco.

Eles evitaram o atque pela costas, tendo em vista que deste lado as muralhas eram reforçadas por torres com canhões e artilheiros, o que poderia acabar sua frota. Nas primícias do assédio, os bizantinos obtiveram duas vitórias animadoras. No dia 20 de abril os bizantinos avistaram os navios enviados pelo Papa, juntamente com outro navio de grego com grãos da Sicília, as embarcações chegaram com êxito ao Corno de Ouro.

Já no dia 22 de abril, o Sultão aplicou um golpe ardiloso nas defesas bizantinas. Impedidos de cruzar a corrente que fechava o Corno de Ouro, o Sultão mandou que contruissem uma estrada de rolagem ao norte de Pera, por onde os seus navios podessem ser puxados por terra, contornando a barreira.
Com os navios colocados em uma nova frente, os bizantinos logo não teriam soluções para reparar suas muralhas. Sem opção, os bizantinos se viram coagidos a contra-atacar, então no dia 28 de abril arriscaram um ataque surpresa aos turcos no Corno de Ouro, no entanto foram descobertos por espiões e executados.

O último ataque

No dia 28 de maio as tropas foram ordenada por Maomé II a descansarem para realizarem o ataque final no dia seguinte. Após dois meses de intenso combate, pela primeira vez não se ouviu o barulho dos canhões e das tropas em movimento.

Para tentar levantar o moral para o momento decisivo, todas as igrejas de Constantinopla tocaram seus sinos durante o dia todo. Na madrugada do dia 29 de maio de 1453, Momé II concentrou um ataque concentrado no vale do Lico.
Por aproximadamente duas horas os soldados bizantinos sob o comando de Giustiniani conseguiram resistir ao ataque, mas as tropas já estavam cansadas, e teriam ainda que enfrentar o exército regular de 80 mil turcos.

Um grande canhão conseguiu abrir uma brecha na muralha, pela qual os turcos concentraram o ataque. Tendo chegado a esse ponto, Constantino em pessoa coordenou uma cadeia humana que mantive os turcos ocupados enquanto a muralha era consertada.

Após uma hora de combate intenso, os janízaros (escalavam a muralha com escadas) ainda não haviam conseguido entrar na cidade. Preocupados com os ataques no Lico, os bizantinos cometeram o erro de deixar o portão da muralha noroeste semi-aberto.

Com isso um destacamento otomano conseguiu por ali invadir o espaço entre as muralhas interna e externa. Com o comandante Giustiniani ferido e sido levado para o navio, os soldados gregos ficaram sem liderança, lutavam desordenadamente contra os turcos que eram disciplinados nesta questão. Tem-se como momento final quando o Imperador Constantino XI levantou sua espada e partiu para o combate, onde nunca mais foi visto, o que finaliza com a queda de Constantinopla.

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