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Unificação Alemã

Unificação Alemã


O poder dos junkers se mantinha na manutenção do exército mercenário e na aquisição de terras extorquidas dos camponeses. Entre os germânicos ocorria a concentração de mão-de-obra nos centros urbanos, resultado da exclusão rural. O desemprego e as más condições de vida em virtude dessa situação provocaram diversas revoltas na população.

As atividades industriais desenvolvidas nas regiões da Renânia, Westfália, Silésia e Saxônia esbarravam na diversidade alfandegária dos diferentes reinos, dificultando o desenvolvimento capitalista. Para eliminar este problema, fundou-se a Associação Geral para o Comércio e Indústria, e, depois, sob a liderança da Prússia, deu início à união alfandegária – o Zollverein.

Através desse acordo, foi feita uma liga aduaneira que acabou com os impostos alfandegários entre os vários Estados germânicos com a exclusão da Áustria. Essa medida teve como resultado, a livre circulação de mercadorias, favorecendo assim, o comércio entre os vários Estados e aumentando o desenvolvimento industrial.

Politicamente, diferentes ideologias se firmaram em projetos distintos: Os grandes industriais queriam reformas garantidas por uma constituição; A pequena burguesia queria a democracia, defendia a federação e não o centralismo unitário. As lideranças urbanas e o operariado se baseavam nas idéias socialistas.

Diante do clima propício às agitações sociais, a nobreza buscou o apoio da burguesia para conter as classes sublevadas. A burguesia, por sua vez, criou reformas constitucionais que atendessem às suas aspirações. O rei da Prússia, Guilherme I, apoiado na força dos junkers, deu a presidência do Parlamento a Otto von Bismarck.

Tendo à frente o chanceler Otto von Bismark, todos os Estados germânicos unificaram-se sob a liderança da Prússia, tendo Guilherme I como rei. Para tanto, foram necessárias três guerras: contra a Dinamarca, contra a Áustria e contra a França. Vinte anos depois, a Alemanha já era a principal potência industrial da Europa.

A Alemanha, em meados do século XIX, era formada por uma confederação de principados e Estados. A Prússia e a Áustria tinham um lugar de destaque na confederação, com o objetivo de manter o equilíbrio entre as forças revolucionárias que ameaçavam a aristocracia conservadora (junkers). Até meados do século XIX, a agricultura era a principal atividade econômica, permanecendo as relações feudais de produção.

Idade Contemporânea
 

 

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