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Cangaço

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Corisco foi um dos cangaceiros mais famosos entre os que atuaram durante a Era Vargas

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Por Me. Cláudio Fernandes

O cangaço foi um movimento caracterizado como banditismo social que vigorou entre as últimas décadas do século XIX e a primeira metade do século XX pelas áreas do sertão nordestino brasileiro. A figura do cangaceiro é caracterizada pelo sertanejo sempre em trânsito, com vida seminômade, vivendo em bando e vestindo roupas de couro curtido, armado com rifles, facas (peixeiras) e punhais. Esse tipo de sertanejo carregava consigo as tralhas de que necessitava, todas afiveladas em seu tronco. Por isso, o nome “cangaço”, atribuído a essa forma de levar pertences e mantimentos.

Entre os primeiros registros históricos sobre a atividade do cangaço estão as ações de Jesuíno Alves de Melo Calado, conhecido como “Brilhante”. Brilhante atuou como bandoleiro do cangaço ainda na década de 1870, e muitas lendas romantizadas e folclóricas nasceram em torno de sua figura. Mas foram os cangaceiros atuantes no século XX que tiveram maior fama, inspiraram maior terror e produziram maior impacto sobre a sociedade nordestina.

Vale dizer que a prática do cangaço está associada também a questões econômicas e sociais que sempre assolaram o Nordeste do Brasil. A onda de secas prolongadas pela qual o Nordeste passou, como a de 1877 e a de 1915, dizimou um número muito grande de pessoas, além de provocar a migração de muitas outras e a evolução da miséria entre os que lá permaneceram. Esse clima de caos social e econômico levou ao surgimento, durante a República, das formas de política clientelista e coronelista, isto é, o estabelecimento de relações de dependência direta entre a população humilde e miserável com os grandes proprietários de terras dessas regiões.

Entre as décadas de 1920 e 1930, diversas reações ao sistema coronelista foram vistas no Nordeste. O cangaço foi uma delas. Nomes como Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, Cristino Gomes da Silva Cleto, o Corisco, e José Ribeiro Filho, Zé Sereno, foram os principais cangaceiros dessa época. Cada um deles tinha o seu próprio bando, que atuava em regiões específicas do sertão. Os enfrentamentos principais dos cangaceiros era contra as tropas oficiais dos estados e contra as tropas de jagunços (mercenários contratados por fazendeiros).

Após a morte de Lampião, em 1938, no Sergipe, por tropas do estado, cangaceiros como Corisco e Zé Sereno houveram por bem se entregar às forças do Estado Novo varguista, em prol da absolvição dos crimes e da anistia.

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