Cristóvão Colombo

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Cristóvão Colombo é o nome do navegante responsável por levar uma expedição espanhola para a América em 1492. A chegada dos espanhóis ao continente americano é vulgarmente conhecida como descobrimento da América. A expedição de Colombo tinha como intenção mostrar que era possível chegar-se à Ásia navegando pelo oeste.

Colombo formou-se navegante em Gênova, viajou por diferentes lugares e partiu à procura de financiamento para sua expedição rumo à Ásia. Financiado pelos reis católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão, conseguiu realizar quatro viagens para a América. Foi criticado pelos historiadores por ter dado início ao processo de genocídio dos indígenas.

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Primeiros anos

Cristóvão Colombo realizou quatro viagens para a América e nunca acreditou ter chegado a um continente desconhecido.
Cristóvão Colombo realizou quatro viagens para a América e nunca acreditou ter chegado a um continente desconhecido.

Cristóvão Colombo nasceu em 1451, em Gênova, cidade que fica na Itália atualmente. Os historiadores têm um conhecimento bastante limitado a respeito do nascimento e da juventude dessa personagem histórica. Não existe certeza em qual mês de 1451 ele nasceu, e durante muito tempo houve dúvidas até mesmo se ele tinha nascido em Gênova.

O pai de Colombo chamava-se Domenico Colombo e exercia o ofício de tecelão, e sua mãe chamava-se Susanna Fontanarossa. Não se sabe muito da educação de Colombo, mas acredita-se que ele foi bem educado porque tinha erudição. Colombo teve quatro irmãos: Bartolomeu, Giacomo, Bianchinetta e Giovanni.

  • Carreira como marinheiro

Com 14 anos de idade, Colombo começou a estudar para formar-se como piloto de embarcações e cartógrafo. Logo ele começou a participar de expedições comerciais, trabalhando para duas famílias influentes em Gênova — os Di Negro e os Spinola. Entre 1474 e 1475, Colombo esteve no Mar Egeu, próximo da Grécia, assim como em Lisboa, Portugal e Bristol, na Inglaterra.

Existem relatos de que ele esteve na Islândia, mas algumas imprecisões nas informações sobre esse acontecimento levaram alguns historiadores a duvidarem disso. Em 1477, Colombo estabeleceu-se em Portugal e lá se casou com Felipa Moniz Perestrello, filha de uma família influente, porém empobrecida. Com Felipa, Colombo teve um filho, Diego Colombo.

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Busca pelo oeste

Na época de Colombo, a teoria da esfericidade da Terra já era bastante influente, e o próprio genovês era um adepto dela. Em Portugal, Colombo viveu todo o clima das Grandes Navegações, e interessou-se pelas expedições que buscavam alcançar a Índia. No entanto, seus interesses de como fazer essa viagem eram distintos dos que havia em Portugal.

A Coroa portuguesa tinha um grande interesse na navegação pela costa africana, porque enquanto buscava-se a rota para a Índia seria possível estabelecer-se na costa africana e manter-se importantes contatos comerciais. Colombo, influenciado pela ideia de esfericidade da Terra, acreditava em uma rota pelo oeste.

As ideias do explorador genovês baseavam-se no conhecimento adquirido de autores como Toscanelli, Ptolomeu e Marco Polo. O grande porém disso era que Colombo acreditava que a Terra seria menor que de fato é, e, ainda, ele não sabia que no meio do caminho havia um continente desconhecido. O otimismo de Colombo acerca de sua aventura dava-se em grande parte por isso.

A busca pelo oeste, no entanto, era uma tarefa árdua sobretudo porque ele precisava de financiamento. Por isso, Colombo passou toda a década de 1480 à procura de financiamento real. Nesse período ele apresentou sua ideia a d. João II, rei de Portugal, e ela consistia em navegar-se até Cipango (Japão), de lá se encaminhando para a Índia.

Essa proposta foi questionada por outros especialistas do assunto que aconselhavam o rei, e o pedido de financiamento foi negado. A negativa do rei português somada ao falecimento de sua esposa (o ano é incerto) fizeram com que Colombo se mudasse para a Espanha. Ele desejava ter uma audiência com Isabel de Castela e Fernando de Aragão, conhecidos como os reis católicos.

Houve interesse por parte deles, mas a prioridade de Castela (futura Espanha) era derrotar os mouros instalados em Granada. Em seguida, Colombo tornou a procurar o apoio de Portugal, mas foi novamente rejeitado. Ele ainda buscou apoio de Henrique VII, rei da Inglaterra, e também teve seu pedido negado.

Por fim, Colombo iniciou troca de correspondências com a França, e quando cogitava ir para lá a fim de buscar o apoio do rei francês, foi convidado a uma nova audiência com os reis católicos. Nela os reis espanhóis acharam as suas exigências muito altas e resolveram dispensá-lo novamente, mas, por intermédio de Diego de Deza, ele conseguiu o que queria.

O acordo de Colombo com Castela deu-se em 17 de abril de 1492 e ficou conhecido como Capitulações de Santa Fé. Nesse documento, Colombo exigiu o título de almirante; ser nomeado vice-rei e governador das terras que ele descobrisse; ter o direito a uma porcentagem considerável de todo o lucro da expedição; ser nomeado como “don”; receber dois milhões de maravedis para organizar a expedição; e ter os benefícios que receberia transmitidos a seus filhos.

Acesse também: União Ibérica – quando Portugal e Espanha formaram um só reino

Viagens de Colombo

Em 12 de outubro de 1492, a expedição de Colombo chegou a Guanahani, ilha localizada no Caribe.
Em 12 de outubro de 1492, a expedição de Colombo chegou a Guanahani, ilha localizada no Caribe.

Ao todo, Colombo realizou quatro viagens à América. Entretanto, ele nunca reconheceu que havia chegado a um novo continente e morreu acreditando ter chegado à Ásia. Na primeira viagem, Colombo recebeu os méritos do feito de ter chegado a terras desconhecidas, tidas como território asiático. Na segunda viagem, ele deu início à colonização espanhola, mas, na terceira e quarta viagens, sua reputação caiu drasticamente.

A primeira viagem partiu da Espanha no dia 3 de agosto de 1492 e era formada por três embarcações: Pinta, Niña e Santa María. Após enfrentar inúmeros desafios, essa primeira expedição chegou a uma ilha no Caribe, em 12 de outubro de 1492. Essa ilha era chamada pelos nativos de Guanahani e fica no atual território das Bahamas.

Nessa viagem Colombo ainda esteve em Hispaniola, atual Haiti e República Dominicana, e teve contato com indígenas e um chefe local chamado Guacanagari. O explorador genovês estabeleceu contatos pacíficos, recebendo autorização de Guacanagari para deixar alguns homens, pois uma de suas embarcações tinha naufragado. No entanto, ele sequestrou indígenas para levá-los à Espanha.

Antes de voltar, ele fundou uma vila chamada Navidad, e quando retornou à Espanha, foi recebido como herói, embora alguns desconfiassem dos seus feitos. Em 23 de setembro de 1493, Colombo iniciou sua segunda viagem, e estava à frente de 1200 homens, demonstrando que já havia um esforço colonizatório por parte da Espanha.

Ruínas de La Isabela, o segundo assentamento espanhol fundado por Cristóvão Colombo na América.
Ruínas de La Isabela, o segundo assentamento espanhol fundado por Cristóvão Colombo na América.

Nessa segunda viagem, Colombo se deparou com o assentamento de Navidad destruído, e então fundou um novo assentamento chamado La Isabela. Ele também explorou novos locais no Caribe e travou lutas com os nativos pelo controle de Hispaniola.

A terceira viagem teve início em 30 de maio de 1498, e nela Colombo levava trabalhadores e suprimentos para abastecer La Isabela. Ele também explorou o Caribe para encontrar provas de que estava na Ásia e chegou à região do delta do Orinoco, na costa da Venezuela. Ao chegar a La Isabela, ele encontrou o assentamento em estado de penúria e os habitantes revoltados.

Os espanhóis que tinham se estabelecido em La Isabela não queriam realizar o trabalho duro necessário para sobreviverem na colônia. Muitos desistiram do assentamento, e os espanhóis estavam em pé de guerra com os nativos, tentando escravizá-los. Nessa viagem, Colombo foi preso por conta da má administração que realizou na colônia espanhola. O inquisidor real, Francisco de Bobadilla, prendeu-o e levou-o algemado de volta para a Espanha.

Por fim, a quarta viagem foi iniciada em 9 de maio de 1502, e só foi possível porque Colombo foi perdoado pela rainha Isabel. Nessa última ida, ele continuou a busca por evidências de que havia chegado à Ásia. Explorou a costa da América Central e teve contato com relatos de que havia um outro oceano a nove dias de caminhada. Retornou à Espanha em 1504 e nunca mais voltou à América.

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Falecimento

Depois da sua quarta viagem, Colombo estabeleceu-se em Sevilha e passou seus últimos dias sem o prestígio de outrora. Nunca recebeu as quantias em riquezas prometidas nas Capitulações de Santa Fé e faleceu em 20 de maio de 1506, com 54 anos de idade. Os filhos de Colombo, Diego e Fernando, processaram a Coroa espanhola, exigindo o que havia sido prometido a seu pai.

Por Daniel Neves Silva

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